>

Vocalista dos Titãs fala à edição de fevereiro, na seção 20P, sobre as polêmicas e lisérgicas cenas do documentário – A Vida Até Parece Uma Festa

Branco Mello, vocalista dos Titãs, é a estrela na berlinda da seção 20P da PLAYBOY de fevereiro. A entrevista ocorreu na esteira do lançamento do vídeo-documentário A Vida Até Parece Uma Festa, que coleciona cenas raras de bastidores da banda durante os anos 80. O músico, co-diretor da produção, explicou o motivo que o levou a omitir momentos em que membros da banda consumiam drogas. “O filme é mais erótico e menos pornográfico, acho que isso define bem”, disse Mello, que também admitiu flertar com heroína e cocaína na época. “Experimentei”, limitou-se a dizer.

De acordo com o vocalista, o primeiro grande sucesso dos Titãs — o álbum Cabeça Dinossauro (1985) — recebeu muita inspiração de um episódio polêmico envolvendo a banda: a prisão do guitarrista Tony Belotto e do então vocalista Arnaldo Antunes, por porte de heroína. “Aquilo deu uma sujada, tivemos muitos shows cancelados. Ali começamos a trabalhar no Cabeça Dinossauro, que tinha muito daquela revolta de ser preso e saber que não é um criminoso”, elucida, para depois completar: “Foi o disco que mudou tudo na nossa carreira.”

Fazendo referência a um dos maiores hinos do rock nacional — a canção-protesto Polícia — Branco Mello confessa já ter passado por apertos com os homens fardados, como na vez em que assistia ao show de Michael Jackson no Morumbi, em 1993. “Do nada, um policial veio na minha direção, pegou no meu braço, tirou a carteira e… pediu um autógrafo!”, conta, às risadas.

Por Conexão Vivo

Anúncios