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Por Miguel Caetano , do Blog Remixtures

Apesar da alegria que alguns sentem em desmentir a teoria de que a Internet favorece o surgimento de uma cauda longa onde é possível uma nova classe de artistas ganhar a sua vida com a música, existem outros dados que indicam uma importância crescente do setor independente não ligado às grandes gravadoras.

O fenômeno da ascensão dos independentes já não é novo por estas páginas. Já tinha dito isso mesmo a propósito dos vencedores dos Grammy deste ano: 56 dos galardões foram atribuídos a artistas indie, em comparação com os 36 do ano anterior.

Este é apenas um dos indicadores que a Associação Americana da Música Indepente (A2IM) realça num comunicado recente que diz que quase um terço das vendas de álbuns em 2008 pertenceram a gravadoras independentes. Embora o crescimento em relação a 2007 não tenha ido além de uns modestos 1,5 por cento, trata-se sem dúvida de um feito notável que contraria o discurso dos pessimistas que só conseguem falar em concentração do mercado entre grandes conglomerados internacionais.

Outras boas notícias:

* No seu todo, as editoras independentes são as maiores proprietárias de “masters” na indústria – cerca de 80% da musica editada nos EUA pertence a independentes.
* Em geral, a música independente representa aproximadamente 40 por cento de toda a música que passa na rádio online não tradicional.
* A cota de mercado dos independentes no setor digital (iTunes, Amazon, eMusic, etc.) é de 38 por cento.

“Em suma,” como se pode ler no final, “quando os intermediários e obstáculos tradicionais que impedem o contato direto com os fãs são removidos, os independentes acabam sempre por prosperar.” É sempre bom ouvirmos, ao menos uma vez por outra, alguém dos “menores” com um discurso optimista e proactivo.

Afinal, os indies sempre têm motivos para sorrir.

E você, o que acha?

É melhor ser “indie”, ou procurar uma gravadora?

Até onde ser “mainstream” é melhor do que ser “indie”? Até onde é pior?

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