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 Discos físicos podem vender cada vez menos, mas, dependendo do artista, ainda terão vida longa.

O relançamento pela EMI dos oito álbuns de estúdio da Legião Urbana é uma prova. Editados originalmente entre 1984 e 1997, voltam em diferentes formatos: LPs de vinil, incluindo os dois últimos (e mais fracos), que tinham saído apenas em CD, “A tempestade” (1996) e “Uma outra estação” (1997), com preço sugerido entre R$ 120 (vinis simples) e R$ 190 (vinis duplos); e em CD, com embalagem digipak, que poderão ser comprados separadamente (R$ 29,90) ou numa caixa com os oito títulos (R$ 350).

Além do conteúdo musical – a partir da remasterização realizada, em 1995, no estúdio Abbey Road -, das capas e dos encartes originais, essa nova fornada traz muitas fotos inéditas e textos (da jornalista Christina Fuscaldo) com detalhes sobre a produção de cada título, a partir de entrevistas com os músicos e demais envolvidos nas gravações. Ou seja, é daqueles itens para fãs, que, no caso da Legião, não param de aparecer, mesmo que passados 14 anos da morte de seu cérebro/alma, o cantor e compositor Renato Russo.

Legião chega à Espanha

Algo que os dois legionários sobreviventes, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, têm confirmado nos últimos anos. Não só no Brasil. Em 2008, a convite de seu atual empresário, o uruguaio Carlos Taran, eles participaram de um tributo à Legião em Montevidéu no qual viram, emocionados, as músicas do grupo serem recriadas pelos principais artistas do rock do Uruguai e da Argentina.

– Na época, um músico do Bajofondo me disse que aprendera português com os discos da Legião – relembra, por telefone, Bonfá, falando de uma estrada na Espanha, onde ele e Dado farão shows com o cantor Xoel Lopez em Vigo (hoje), Bilbao e Madri.

Os dois estão entre os convidados do roqueiro espanhol em sua “La caravana americana” – que reúne mais 20 artistas hispano-americanos, incluindo, ainda do Brasil, o guitarrista Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, outro fã de carteirinha da Legião – e, de longe, comemoram a reedição.

Já era tempo, os discos estavam meio largados, apesar de o interesse por eles continuar – diz Bonfá, que acompanhou de perto a reedição.

Com o distanciamento de duas décadas, se tivesse que escolher o melhor dos oito, Dado elege o primeiro:

– Foi onde tudo começou, quando éramos muito jovens e abrimos um novo horizonte para nossas vidas. 

Mas, tecnicamente, “Quatro estações” (lançado em 1989) é o que me parece mais bem acabado.

Bonfá diz que é difícil escolher um filho apenas, mas…

Em “Que pais é este?”, conseguimos tirar os melhores sons de bateria, mas sei que esse é um critério muito pessoal (risos).

E mais: Vem aí “Faroeste Caboblo, o Filme” 

“Para mais dicas imperdíveis como essa, acesse o Blog Vivo On”.

 

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